Dolthy · instruments of inspiration

Todo mundo tem uma batida
guardada dentro de si.

A Dolthy nasceu pra dar um lugar pra ela sair — um bumbo, uma tecla, um groove — direto do bolso, sem precisar de sala cheia de equipamento nem de anos de teoria.

A história

Não começou como empresa. Começou como teimosia.

~1992

Onde tudo começou: Clipper

Antes de qualquer coisa, teve Clipper — provavelmente a partir da versão 3, lá por volta de 1992, até a 5.2. Uma época em que programar era um jogo completamente diferente do que é hoje.

1998

A virada pro Delphi

Do Clipper veio a virada pro Delphi em 1998 — muito antes de qualquer app ou celular com tela sensível ao toque existir.

2012

Um jogo da velha, no osso

O primeiro app publicado nem tinha nada a ver com música — foi um Jogo da Velha, simples assim. E "simples" não é força de expressão: era Eclipse com Java pro Android, Objective-C pro iOS, sem metade das ferramentas e bibliotecas que existem hoje. Cada linha era mais osso do que hoje em dia. Mas não era sobre o jogo em si — era sobre descobrir se dava pra fazer alguma coisa do zero e ver gente de verdade usando. Deu.

2012—2013

Bongô, conga, percussão, bateria

Depois do jogo da velha veio um app de bongôs. Depois, congas e bongôs juntos. Depois, um app de percussão. Só então veio a primeira tentativa de bateria completa. Cada um um pouco melhor que o anterior — e cada um deixando mais claro que o que dava vontade de verdade era instrumento, não jogo.

o sucesso

O Show da Bíblia

No meio desse caminho veio o primeiro sucesso de verdade: um app sobre o Show da Bíblia, que bombou na época. Foi a primeira prova de que dava pra construir algo que as pessoas realmente queriam ter no celular.

os anos entre

Altos e baixos, sem soltar o instrumento

Nem tudo depois disso foi linha reta. Foram anos de erro e acerto — afinação que não soava certo, latência que precisava cair mais um pouco, delay que tinha que sumir de vez pra parecer instrumento de verdade e não brinquedo com atraso. Teve fase boa, teve fase de dúvida, teve projeto que não foi pra frente e precisou recomeçar do zero. Mas em algum lugar entre uma tentativa e outra, ficou claro qual era o fio que amarrava tudo: instrumento musical de verdade, cabendo num bolso.

2026

O papel chegando depois da prática

Treze anos depois daquele Jogo da Velha, a formatura vem só agora: Superior de Tecnologia em Desenvolvimento de Aplicativos Móveis, pela Unicesumar. Não pra aprender do zero — pra colocar em teoria o que já tinha sido aprendido na marra, um app de cada vez.

hoje

De volta pra onde sempre foi

Hoje é tudo instrumento, e feito no osso: motor de áudio em C++ escrito quase do zero, sample por sample, resolvendo o que ninguém vê — o silêncio de 8 milissegundos entre um prato e outro, a diferença entre uma batida gravada e uma batida sentida. Drum King Pro, Piano King Pro, RytmoPad — cada um tentando entregar o mesmo tanto de verdade que o Jogo da Velha de 2012 já carregava, só que agora com 13 anos de caminho no meio.

O porquê
"Música não devia depender de quanto espaço você tem em casa, quanto equipamento você pode comprar ou quantos anos de aula você já fez. Devia depender só de vontade."
— o começo de tudo, e o motivo de continuar